quarta-feira, 20 de maio de 2015

O que é SIT, Systematic Inventive Thinking


SIT, Systematic Inventive Thinking

Eng. Sylvio Sylveira Santos
sylvioss@gmail.com

Eng. Bruno Domingues Cavalcante
hdc.bruno@gmail.com

A SIT, Systematic Inventive Thinking, que podemos traduzir como Pensamento Inventivo Sistemático, é um método estruturado voltado para criatividade e inovação desenvolvido em Israel em meados dos anos 1990.

Uma das publicações mais importantes sobre esta metodologia é o livro "Inside The Box,: A Proven System of Creativity for Breakthrough Results, escrito por Drew Boyd e Jacob Goldenberg e editado pela Simon & Schuster, em 2012, no EEUU, e cuja capa está ilustrada à esquerda.

Algumas pessoas sempre julgaram que a criatividade e inovação se constituem em dons específicos de indivíduos de elevado Q.I. (Quociente Intelectual), algo assistemático e presente somente em mentes privilegiadas.

O Método SIT não afasta o pensamento criativo; ao contrário, vale-se desta qualidade para inovar, tendo como um de seus principais atributos a tarefa de se dedicar a este objetivo de modo contínuo, sistemático e, porque não dizer, estruturado.

A SIT pode ser considerada uma das mais promissoras metodologias dos dias atuais, pertencente ao elenco de métodos voltados para inovar.

De fato, ela se constitui de uma abordagem prática e objetiva que se vale de um universo fechado para solução de problemas, ao contrário de métodos cujo horizonte de pesquisas e abrangência para se criar algo novo possui um escopo amplo, quase ilimitado e de alta complexidade como a TRIZ, Teoria Para Solução de Problemas Criativos.

A ideia de se usar um molde ou uma “template”, isto é, um procedimento padrão estruturado para se desenvolver inovações, produtos ou serviços não é nova, e remonta aos trabalhos precursores da escola soviética em inovação sistemática, revivida e adaptada pela maioria dos países ocidentais aos novos tempos da globalização.
A SIT não só adaptou as ideias do engenheiro soviético Genrish Altshuller, genialmente expostas em TRIZ, como também inverteu o universo de sua abrangência.
De fato, enquanto que a TRIZ se ocupa em pesquisar exemplos e procedimentos criativos em um universo de milhões de patentes relativamente a seus potenciais de inovação, a SIT, ao contrário, busca encontrar soluções para os problemas olhando para “dentro da caixa”, isto é, nas vizinhanças do produto ou processo.

Esta é uma diferença fundamental entre as duas metodologias citadas, e o que faz da SIT uma técnica importante no ensino e transferência de conhecimentos na área de Inovação Sistemática: o fato de que soluções inventivas podem, muitas vezes, esconder ou sugerir soluções em comum, concentrando-se não sobre o que as faz diferentes, mas nas relações estruturais ou de projeto que as identificam.
A SIT opera com duas áreas principais da criatividade:
·         Elaboração de novas ideias e
·         Resolução de problemas

A abordagem estruturada da SIT

Na década de 1970, pesquisadores no campo da Psicologia Cognitiva procuraram estabelecer um critério quantitativo para medir a criatividade.
Uma pessoa criativa foi definida como alguém com um Q.I. (Quociente de Inteligência) capaz de gerar um grande fluxo de ideias.
Com isto, procurava-se medir a taxa de ideias boas ou más por unidade de tempo. Uma taxa elevada era então considerada uma indicação de criatividade desta pessoa.
Esta abordagem levou a uma série de métodos para o desenvolvimento da criatividade de uma pessoa com base no pressuposto de que um aumento quantitativo de suas ideias iria necessariamente provocar uma melhoria qualitativa em seu trabalho.

Métodos amplamente conhecidos como Brainstorming, Synectics, Estimulação Aleatória e Pensamento Lateral (identificado com Edward de Bono) podem ser atribuídos a esta abordagem e, mesmo com a pouca estruturação que apresentam, são complementares dos métodos SIT ASIT (Accelerated SIT, uma variante da SIT) e TRIZ, que não os desprezam de um modo geral.
Estudos mais recentes, entretanto, revelaram a necessidade e importância de se considerar abordagens estruturadas em vários métodos inventivos, dentre eles a SIT.

Pesquisas tem mostrado que a principal dificuldade enfrentada pelos solucionadores de problemas é decorrência do fato de que a maioria dos métodos tradicionais para inovar utilizados por eles não estão gerando uma grande quantidade de ideias ou soluções porque ou chegaram praticamente a um ponto de exaustão ou forçam a realização de investigações em um universo de possibilidades criativas extremamente amplo.

O conflito existente entre quantidade e qualidade parece ser verdadeiro, e métodos de inovação recentes tem procurado conciliar alguns destes pressupostos, em que a escala de produtos e serviços produzidos de alta qualidade tem aumentado.

Hoje é fato conhecido de que um grande fluxo de ideias não conduz necessariamente à criação de soluções originais e, ainda, de que a própria ocupação com ideias comuns pode prejudicar a criatividade e a atuação do pensamento inovador. Estas descobertas levaram a uma nova abordagem que sustenta que os resultados originais e interessantes resultam de pensamento organizado e processos estruturados em vez de apenas a geração aleatória de ideias.

Uma das características do pensamento organizado é um estado de "baixos estímulos", livre de uma grande quantidade de ideias. Nesta abordagem, a originalidade substitui quantidade como critério dominante. Esta abordagem organizada ou estruturada para a geração de ideias é o ponto de partida para o Pensamento Inventivo Sistemático.

É sobre este PENSAMENTO INVENTIVO SISTEMÁTICO, ou SIT, SYSTEMATIC INVENTIVE THINKING, que versará este blog.
Até o próximo post!

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